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Entre águas e palavras: o segundo encontro do Clubinho

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No segundo encontro do Clubinho Literário, duas participantes conversaram muuuuuito sobre as correntezas de emoções profundas, de um jeito que quase beirou uma sessão de terapia (porque é i sso que dá quando membros do "clube de terapeutizados" se reunem! Ahahahah)! Hoje contei com a presença da minha querida amiga Giselle Rose Delago, que com seu jeitinho meigo e energia maravilhosa, sempre me leva a reflexões muito interessantes a respeito dos lugares em que me vejo, me coloco e me retiro.  Para nós do Clubinho, Gi indicou o livro “ Olhos D’Água ” de Conceição Evaristo, que, depois dos trechos lidos, me deixou com uma vontade enorme de mergulhar nessa obra que parece ser bem tocante, reunindo contos que narram o cotidiano e as dores da população negra, principalmente mulheres. Eu, que aceitei o desafio de ler um livro de poesia, escolhi “ Jamais peço desculpas por me derramar ”, de Ryane Leão, onde a autora fala sobre amor-próprio, resistência, força feminina e do sentir. O...

Primeiro encontro de um clube em formação

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Hoje tive a alegria de dar início a um projeto que há muito tempo eu desejava concretizar, mas faltava coragem: um clube de literatura carinhosamente chamado de "Clubinho Literário". O objetivo desse grupo é reunir pessoas que têm como hobby a leitura e/ou a escrita criativa, um espaço para conversas, partilhas e escutas sobre literatura. Neste primeiro encontro, contei com a presença do Marcelo Soares que partilhou sua experiência de já ter  publicado quatro obras e, além disso, ele indicou um livro de poesia chamado "Sudário" da autora Tânia Souza. Eu trouxe pra mesa os livros " Mostre o seu Trabalho " de Austin Kleon e " Meu Corpo Minha Casa " de Rupi Kaur. Claro que, como ambos praticam escrita criativa, apresentamos textos um ao outro que, coincidentemente, tratavam do mesmo tema: frustração.  Para fechar o encontro, pensamos em dois desafios para motivar o grupo. O primeiro é a leitura de qualquer livro de poesia. E o segundo, é escrever qu...

Página 1 depois da morte do carrasco

Porque nem tudo precisa ser feito com propósito 01 de janeiro de 2026... Página em branco de um novo capítulo desse grande livro chamado vida. E considerando que cada um tem seu próprio enredo para desenvolver, desejo a todos que protagonizem lindos trechos de um maravilhoso texto de 365 páginas. Pelo menos eu, enquanto autora de meu próprio destino (pensando naquilo que tenho controle, claro né!), tentarei escrever versos bonitos ao longo dessa nova fase de minha jornada. 😁 Estou falando sobre vida, história e livro porque agorinha mesmo eu tava atualizando o meu perfil no Goodreads . Sim! Descobri a plataforma mês passado e resolvi experimentar. Ainda não me acostumei porque sinto falta de algumas coisinhas existentes no Skoob , mas como este tem me tirado do sério com umas travadas e erros que dificultam as atualizações de leituras, achei melhor experimentar algo mais simples.  Ultimamente tenho sentido muita falta dos meus hábitos de adolescência e início da juventude, quando ...

De volta ao antigo lar

O retorno de alguém que sente a necessidade de partilhar o que carrega na mente e no coração. Depois de muito refletir, hoje decidi reativar este blog! Passei a manhã arrumando a "casa" mudando e limpando o layout para deixá-lo com mais cara da Roberta atual. 😁 Desde muito jovem gosto de escrever. Meus primeiros escritos eram cartas - eu adorava! Depois vieram os diários, as tentativas de narrar histórias de amor, os gibis sobre minha família, crônicas, contos, versos… Quando a internet explodiu, eu criei este blog, no qual escrevia sem critérios. Era uma espécie de caderno virtual onde eu anotava frases soltas, descrevia sonhos, me escancarava em desabafos ou me divertia detalhando cenas do dia a dia. Com o passar dos anos, a escrita deixou de ser um mero hobby e virou um meio de colocar para fora o que eu carrego dentro do peito e, algumas vezes, quase me sufoca a alma. Nos últimos tempos, me expressei em textos curtos publicados no Instagram , no perfil  @devaneiosdescrit...

O que a gente tem de ser...

Folheando minha agenda de 1998, percebi que desde cedo eu tinha gosto para o cinema e a literatura. Claro que meu fascínio pelo universo das letras iniciou-se ainda na infância, logo que aprendi a ler e meu pai, presenteando-me com gibis e incentivando-me a decifrar tudo que estava escrito em muros e placas, contribuiu muito para que eu me apaixonasse pela literatura. Mais tarde, uma de minhas brincadeiras favoritas era de diretora teatral, obrigando meus irmãos a encenarem o que eu lia nas revistinhas em quadrinhos. Eu tinha uma necessidade enorme de contar histórias! Aí, vendo na agenda as minhas listas de livros lidos e filmes assistidos por mês, e cada título acompanhado de um comentário (aos 17 anos eu não fazia ideia do que seria uma resenha) sobre a trama, se era bom ou não, percebo que sim, eu estava fadada a me formar em algo que me permitisse conhecer mais sobre essas duas artes. É engraçado, porque eu nunca me imaginei fazendo nada referente ao cinema, muito...

Definição de um pesadelo

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Pesadelo é quando você sonha que aquela certa pessoa que você não deseja, não curte e não quer por perto de jeito nenhum, descobre o número do teu celular, aparece na tua casa (na hora do almoço) e ainda atrapalha teu lance com aquela participação especial (que você deseja, curte e quer perto demais) que faria do teu sonho o pipoco do trovão.  É isso! ¬¬ *Imagem retirada de My Book

Quando não só chora a sanfona

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Há algumas semanas, assisti ao filme “Gonzaga – de pai pra filho” (2012), dirigido por Breno Silveira. Ao adentrar a sala e perceber tantas pessoas de idade avançada, não consegui conter uns risinhos cínicos (e imaturos. Claro! Eu admito tudo! òó) e comentários ruins, do tipo: “Nossa! Sinto-me em um baile da terceira idade. ¬¬” ou “Eita! Já vi que quando começar a tocar alguma música, vou ouvir neguinho dizendo: ‘Ai! Eu dancei muito isso. Bons tempos aqueles...’”. Para minha surpresa, não ouvi nenhum comentário do gênero, mas tenho toda a certeza de que muita gente ali viajou no tempo, embalando-se no vai-e-vem da sanfona do Rei do Baião. Isso foi uma sacada de mestre, por parte do diretor e da roteirista (Patrícia Andrade). Muito perspicaz usar a memória como gancho desse longa-metragem. Sim! Eu digo isso, porque todo mundo sabe que música é uma das coisas que mais nos faz viajar no tempo. A música resgata lembranças que sequer imaginamos que ainda temos. Ela nos faz v...

Procura-se... um lobinho em pele de cordeiro!

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CUIDADO!!! Não se deixe enganar por essa carinha!  Por trás deste rostinho de anjo, existe um ser de ALTA PERICULOSIDADE!!! Seus crimes? Na verdade são maldades que não se espera de uma coisinha tão meiguinha, mas que foram postas em prática com o passar dos anos! Abaixo, cito alguns exemplos de sua perversidade:  *Derrubar o picolé de uma velhinha no chão e quando era pega no flagra pela mãe, a danadinha saia correndo para se esconder embaixo da mesa, chorando e gritando: "AI DEDEUS, AI DEDEUS!" (tradução: "Ai meu Deus!"); *Puxar os pêlos do peito do próprio pai enquanto este dormia após uma fatigada noite de trabalho; *Comer a salada escondida antes do almoço e dizer que foi a prima; *Dizer a irmã mais nova que esta foi adotada e que ela própria escolheu a irmã no orfanato; *Brigar com os irmãos mais novos e no auge da raiva, amordacá-los e amarrá-los numa cadeira, e ficar rodeando-os imitando um índio; *Brigar com a vizi...

Matrioshka de sonhos

Hoje pela manhã, tentei acordar e não consegui. Quando finalmente abri os olhos, percebi que estava sonhando. Então tentei novamente acordar, mas foi difícil. Parecia que meu corpo, cérebro, sabe lá, se recusava a me obedecer. Entretanto não desisti e continuei lutando, até abrir os olhos. Dei um salto da cama e que, surpresa! Eu ainda estava sonhando!!!  Certa de que continuava dormindo, decidi que dessa vez acordaria sem dificuldade e logo abri os olhos, percebendo algo diferente. Depressa sentei na cama, vendo que tudo em meu quarto estava fora do lugar!!! “O QUÊ? Por que o meu quarto está diferente??? Está tudo ao contrário! Quando eu fui dormir minha cama não estava desse lado do cômodo... o que está acontecendo??? LINE!!! LINE!!! CAROLIIIIIIIINE!!!!!” – tentei gritar, mas ninguém me atendia! Minha irmã não estava por perto e eu começava a me atormentar quando, mais uma vez, tomei consciência de que continuava sonhando. Nesse momento, eu senti meu corpo tentando se ...

Pequenos agrados, grandes lembranças

Eu acho tão engraçadinho quando meu pai, do nada, chega em mim e me dá uma balinha de mel. Lembra-me a infância, embora, balas de mel nunca tenham sido as minhas preferidas... mas painho não precisa saber disso! ^^ Meu pai parece que se recusa a deixar de nos tratar como crianças e volta e meia nos surpreende com pequenos agrados! ;) Tão lindo, ontem, quando eu me dirigia para o trabalho e ele, vindo da rua, me viu de longe e acenou para que eu o esperasse. Logo vi que ele vinha esticando uma nota. Quando chegou ao meu lado, me estendeu R$ 5,00 e disse, contente: _  Tome painho! Pra minha "fia" tomar um sorvete! Owwwwwwwwwwunnnnn, tão bonitinho o meu pai, né? Esses momentos me comovem sempre. Principalmente, pq me sinto culpada por não ser mais a Roberta que o esperava no portão de casa, e quando ele apontava na esquina, corria no meio da rua para abraçá-lo e beijá-lo, recepcionando-o na volta do trabalho. Não tenho ideia de onde está essa...

Merida ou Merobis, o importante é ser valente

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Depois de parentes e amigos assistirem ao filme “Valente” ( Brave , 2012) e comentarem que a protagonista (Merida) parece comigo em alguns quesitos – respectivavamente: cabelo assanhado; jeito de andar; não querer casar e gênio forte -, resolvi comprová-los. Pois bem!  De início, eu tenho que admitir que o pouco contato com a escova de cabelo parece ser nosso ponto mais em comum! rsrs... Mas na verdade, a Merida tem um jeito de pensar muito parecido comigo. Principalmente no que se refere à liberdade. Esse tema me parece claro em "Valente" . Merida quer ser livre, fazer o que bem entende, mas sua mãe fica o tempo todo dizendo-he como uma princesa deve se comportar. Não é assim que vivemos todos nós? Agindo da maneira como a sociedade impõe que devemos agir de acordo com nossa idade, gênero, classe social e grau de estudo? Eu imagino que todo mundo nessa vida já deve ter negado ou feito algo porque sabia que se fosse sincero, seria repudiado ou vítima de algum coment...

O Cordel da Amizade (ou uma homenagem rimada por quem não sabe rimar)

O dia do amigo em 20 de julho é comum comemorar Nessa mesma data, meu amigo Jatobá Resolveu me desafiar Exigiu que em cordel eu pudesse expressar Por ele minha amizade e todo o meu gostar Não sou mulher de me deixar provocar E desistir de um desafio sem antes tentar Sendo assim, determinada, me pus a digitar Não prometo com perfeição rimar E meu amigo acredite, algo aqui vai faltar Nem sequer tenho certeza se alguma linha devo pular Com quantos versos uma estrofe devo montar Só sei que pelo meu melhor amigo, me disponho a errar Até perguntei no facebook se alguém podia me ajudar Teve um que me disse:  “ABAB ou ABBA” Não entendi a resposta, achei melhor de novo não perguntar Tenho medo de incomodar “E o cordel da amizade, onde é que está?” Você deve questionar É tanta coisa pra dizer, que nem sei por onde começar Uma amizade como a de Jatobá É difícil de explicar Apareceu assim de repente, sem eu menos esperar Num canal do mirc, entrei s...

Amizade eternamente jovem

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Daniel me pediu para escrever um texto exclusivo para ele, mas não dá para pensar nele sem lembrar de Clécia! Não! Eles não são um casal! Eles são meus amigos queridos da época do 2º grau, cuja amizade se mostra cada vez mais sólida, apesar da distância! Eu me dei bem com muita gente do ensino médio, lá na Escola José Lins do Rêgo, mas só eles dois continuaram meus amigos verdadeiros. Não há um dia do amigo, aniversário e festas de fim de ano, em que eles não lembrem de mim! São uns queridos! Amo-os! E olha que nossa amizade não começou com facilidade, né Clécia???? Kkkkkkkkkkkk Ai ai... Gente! No ensino médio, eu tava no auge de minha antipatia, fruto de meu complexo, baixa autoestima e essas mer@#$ todas!!! Aí, ser antipática era meu mecanismo de defesa! Hauhahauhaua (eu era louca e não sabia, isso sim!) O fato é que eu e Clécia éramos as duas moças mais altas da nossa turma. A diferença é que ela era muito bem distribuída, uma morena bonita, de traços f...

Quarteto Fantástico

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Esse texto, eu vou começar diferente, ou seja, sem rodeios! Não vou contar histórias! Eu vou começar logo na objetividade!!! ^^ Portanto, Eudis, Fabiana, Jerry e Tiago! Conforme foi dito em nosso último encontro, eu sou uma “sobrevivente do LDMI” -  ou pior dizendo, uma “remanescente” (rsrs). E por isso, devo dizer que ao longo desses anos passados no citado laboratório conheci muitas pessoas, fiz ótimas amizades, mas vocês quatro são diferentes!!!! Vocês são os únicos que eu sinto falta quando passamos muito tempo sem conversar e sem nos vermos. Eu verdadeiramente gosto de vocês, pois cada um, a seu modo, conquistou meu coração, que não é solo fácil de habitar (confesso! ¬¬). E eu não to falando isso só porque hoje é o dia do amigo. Não! De jeito nenhum! Eu apenas estou aproveitando esta data, para expressar com palavras diferentes, o carinho que tenho por vós e que acredito já ter expressado em várias outras oportunidades! Não digo que “gosto de vocês de graça”,...

Amizade sem fronteiras

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Apesar de tantas histórias de amor nascidas na internet, ainda há quem duvide de uma amizade verdadeira, nascida na virtualidade.   Confesso que eu já fiz parte desse grupo de descrentes! Porém, há 7  anos, inventei de entrar numa sala de bate-papo da Aol, esperando apenas encontrar uma galerinha boba para eu tirar uma onda, enquanto esperava acabar o expediente em meu estágio.   Para a tiração de onda ser maior e derrubar de vez a esperança de qualquer pessoa querer me conhecer pessoalmente e eu evitar o aborrecimento de dizer: “Não dá! Não quero conhecer ninguém, etc.”, decidi entrar numa sala do Rio Grande do Sul. Lembro-me que havia pouquíssimas pessoas online. Mais “precisamente”, umas duas ou três, fora eu!!! hauhauha   Aí, um certo Gustavo puxou assunto comigo. E depois de perguntas clássicas como: “Idade?” ;  “Solteira?” ; “O que faz da vida?” ,  “Onde mora?” ;  o papo foi direcionado para regionalismos e tal. Resultado, trocamos...

Amigas Super Poderosas

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No início de 1992, fui matriculada na Escola João Navarro, onde cursei da 5ª a 8ª série. Lá, obviamente, apesar de minha timidez, conheci muitas pessoas, mas somente UMA ensinou-me o que é amizade de verdade. Seu nome: Waleska. Naquela época, poucas pessoas nos queriam por perto, visto que estávamos saindo da infância, fomos criadas de maneira muito protetora por nossas mães e, talvez por isso, éramos muito mais ingênuas que a maioria de nossos colegas. Tínhamos 11 anos e a maior parte da turma só se aproximava da gente para tentar filar. Sabe como é: podíamos ser ingênuas, mas nossas notas eram as melhores da sala. Apesar de tantas semelhanças, havia uma coisa na qual éramos bem diferentes! Waleska sempre teve seu coração ligado no modo “bom, puro e generoso”. Eu, por outro lado, não! Então, eu negava fila até morrer. Por isso que eu tinha mais gente rindo de mim no intervalo que Waleska. Eu não era apenas invejada pelos pouco estudiosos, eu era também odiada por minha falta...